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Março Lilás: Entendendo a Prevenção do Câncer de Colo do Útero


Março lilás

O Março Lilás surge como uma iniciativa vital na conscientização sobre a saúde feminina, com um foco especial na prevenção do câncer de colo do útero. Este tipo de câncer representa a quarta maior causa de morte entre mulheres por câncer no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), evidenciando a importância de ações educativas e preventivas durante este mês.


Durante o Março Lilás, instituições de saúde tanto públicas quanto privadas unem forças em uma campanha nacional para educar a população feminina sobre os riscos, sintomas e, mais crucialmente, as estratégias de prevenção contra essa doença. O objetivo é claro: reduzir a incidência e as mortalidades associadas ao câncer de colo do útero por meio da promoção da saúde e da prevenção.


O câncer de colo do útero, causado pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), é alarmantemente comum, mas também amplamente prevenível. A campanha Março Lilás destaca a importância do diagnóstico precoce, que pode ser alcançado por meio do exame Papanicolau, e da vacinação contra o HPV, estratégias fundamentais na luta contra essa doença.


O que é o Câncer de Colo do Útero?

Este tipo de câncer ocorre na parte inferior do útero que se conecta à vagina e é majoritariamente causado pela infecção persistente de alguns tipos do vírus do Papilomavírus Humano (HPV). A presença do vírus, por si só, não significa que haverá desenvolvimento do câncer, mas ele é um fator de risco significativo, especialmente quando o sistema imunológico da mulher não consegue combater a infecção de forma eficaz.


Estatísticas Alarmantes e a Importância da Prevenção

Com mais de 16 mil novos casos registrados em um único ano, conforme dados de 2018 do INCA, e estimativas que apontam para 17.010 novos casos em 2022, a magnitude do problema é inegável. A mortalidade também é preocupante, com 6.606 óbitos registrados em 2021, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM. Esses números reforçam a urgência de medidas preventivas amplas e acessíveis.


Fatores de Risco e Medidas Preventivas

Além da infecção por HPV, outros fatores de risco incluem início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo e uso prolongado de contraceptivos orais. A prevenção passa pela educação sexual, uso de preservativos, que reduzem, mas não eliminam o risco de contágio por HPV, e pela vacinação. A vacina contra o HPV, inclusa no calendário vacinal brasileiro desde 2014, oferece proteção contra os principais tipos do vírus associados ao câncer de colo do útero e é recomendada para meninas e meninos em faixas etárias específicas.


Detecção Precoce: A Chave para a Cura

A detecção precoce é essencial para o tratamento eficaz do câncer de colo do útero. O exame Papanicolau, que deve ser realizado periodicamente por mulheres a partir dos 25 anos de idade ou mais cedo se houver fatores de risco, é uma ferramenta crucial nesse processo. Este exame simples pode identificar lesões precursoras e permitir intervenções em uma fase em que a doença é altamente tratável, aumentando significativamente as chances de cura.


Estratégias de Prevenção

  1. Exame Papanicolau: Essencial para todas as mulheres a partir dos 25 anos, este exame é uma ferramenta poderosa na detecção precoce de alterações celulares no colo do útero.

  2. Vacinação contra o HPV: Disponível no calendário vacinal para meninas e meninos, a vacina protege contra os principais tipos de HPV que causam o câncer.

  3. Práticas Sexuais Seguras: O uso de preservativos diminui o risco de contágio por HPV e outras DSTs.

  4. Hábitos Saudáveis: A adoção de um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e evitando o tabagismo, contribui para um sistema imunológico forte, capaz de combater infecções pelo HPV.

O Papel da Comunidade e das Políticas Públicas

O sucesso da campanha Março Lilás depende não apenas da participação individual das mulheres em buscar informações e cuidados preventivos, mas também do apoio contínuo das políticas públicas de saúde. A implementação de programas educacionais, o acesso facilitado à vacinação e aos exames preventivos, e a promoção de uma cultura de prevenção são fundamentais para mudar o cenário atual do câncer de colo do útero no Brasil.


Março Lilás é mais do que um mês de conscientização; é um movimento que salva vidas. Ele nos lembra da importância da prevenção, da necessidade de desmistificar o câncer de colo do útero e da capacidade de cada mulher de tomar ações proativas em relação à sua saúde. Neste mês, somos todos chamados a participar, educar e apoiar umas às outras na luta contra o câncer de colo do útero, promovendo uma sociedade mais informada, saudável e resiliente.



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