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As consequências psicológicas de ser um stalker

Você já deu uma “stalkeada” em alguém? Não precisa responder! Mas saiba que essa é uma atitude até que comum nos dias de hoje.

Embora muitas pessoas acreditem que “dar aquela espiadinha” da vida dos outros seja algo inofensivo e até divertido, o hábito de investigar as redes sociais dos outros pode viciar e gerar casos de ansiedade e depressão.


Viver a vida também nas plataformas online mudou drasticamente o nosso comportamento, a forma como vemos o mundo e como nos comunicamos com as pessoas. Isso afetou todas as áreas das nossas vidas, as relações interpessoais, comunicacionais e amorosas até.

Quando o Instagram e as redes sociais não existiam, encontrar na internet uma foto da pessoa que você gostava era missão praticamente impossível. Mas o avanço tecnológico mudou esse cenário. Se procurarmos por alguém em páginas como o Facebook, Google ou Instagram, em poucos segundo podemos saber com o que a pessoa trabalha, do que gosta, as viagens que fez, quem são seus amigos, sua família, etc.

Assim, o acesso rápido, fácil e anônimo à informação converteu todos nós em stalkers.


Mas, o que é um stalker?

A palavra stalker vem do inglês stalking: “forma de assédio que significa perseguir o outro onde quer que ele vá para estabelecer algum tipo de contato ou relação”.

Por pouco tempo, ou muito, todos nós já demos uma olhada no perfil de alguém ou demos um Google no nome de uma pessoa para ver o que aparece.



Ter curiosidade de saber um pouco mais sobre uma pessoa é algo normal. E também publicamos sobre nós mesmos nas redes sociais, diariamente. Ou seja, todos estamos suscetíveis a dar ou receber aquela espiadinha.

No entanto, embora seja algo natural, devemos tomar um pouco de cuidado com esse hábito. Muitas vezes, o que começa como uma curiosidade pode virar uma obsessão e um vício. O problema começa quando a pessoa passa a acreditar em tudo o que vê nas redes sociais e deixa de viver a vida real para viver a vida virtual do outro.


Algumas ações que fazemos nos ajudam a perceber se estamos passando os limites saudáveis do uso das redes sociais. Vamos ver algumas delas?

1. Deixar de lado compromissos ou tarefas importantes para ficar olhando o que a outra pessoa está fazendo nas redes sociais;

2. Passar muito tempo do dia espiando a vida da outra pessoa, supervisionando tudo o que pode estar acontecendo, além de ver quem a pessoa começou a seguir, quem curtiu, quem comentou, etc.;

3. Sentir ansiedade quando não está online nas redes sociais, deixando de lado a vida real.

4. Praticar repetidas vezes a mesma ação, como entrar várias vezes nas redes sociais da outra pessoa, sentindo uma grande decepção quando não encontra nenhuma atualização.

5. Dificuldade para concentrar-se em outras tarefas, como por exemplo, se concentrar no trabalho e ser produtivo. Muitas vezes, o tempo que deveria estar trabalhando é gasto nas redes sociais.

6. Olhar o perfil de gente desconhecida e ir procurando coisas e ligações que a pessoa mesmo criou em sua cabeça que existem.



E, quais as principais consequências de ser um stalker?

Stalkear a vida das outras pessoas nas redes sociais pode ter muitas consequências negativas. Normalmente o stalker se afasta dos amigos, deixa de ter momentos em família e apresenta uma queda no rendimento no trabalho ou nos estudos. A pessoa que passa horas espionando a vida dos outros na internet também tem a sua saúde mental afetada porque esse hábito costuma se converter em um vício.

Então, uma vez que a pessoa compreende a gravidade da situação, é fundamental procurar acompanhamento psicológico. Dessa forma, o profissional conseguirá achar a origem dos problemas e atuará de forma a dar total suporte quanto aos traumas adquiridos, ajudando com o entendimento dos motivos desse comportamento e trabalhando numa construção positiva. Sendo assim, o stalker conseguirá superar essas questões, evitando que a situação seja agravada.

O trabalho psicológico é muito importante, pois os perseguidores podem apresentar quadros de depressão, estresse traumático, síndromes, etc., os quais repercutem diretamente em sua vida social, familiar, amorosa e profissional.

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