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As consequĂȘncias psicolĂłgicas de ser um stalker

  • Joceline Olivato
  • 25 de mar. de 2023
  • 3 min de leitura

VocĂȘ jĂĄ deu uma “stalkeada” em alguĂ©m? NĂŁo precisa responder! Mas saiba que essa Ă© uma atitude atĂ© que comum nos dias de hoje.

Embora muitas pessoas acreditem que “dar aquela espiadinha” da vida dos outros seja algo inofensivo e atĂ© divertido, o hĂĄbito de investigar as redes sociais dos outros pode viciar e gerar casos de ansiedade e depressĂŁo.


Viver a vida também nas plataformas online mudou drasticamente o nosso comportamento, a forma como vemos o mundo e como nos comunicamos com as pessoas. Isso afetou todas as åreas das nossas vidas, as relaçÔes interpessoais, comunicacionais e amorosas até.

Quando o Instagram e as redes sociais nĂŁo existiam, encontrar na internet uma foto da pessoa que vocĂȘ gostava era missĂŁo praticamente impossĂ­vel. Mas o avanço tecnolĂłgico mudou esse cenĂĄrio. Se procurarmos por alguĂ©m em pĂĄginas como o Facebook, Google ou Instagram, em poucos segundo podemos saber com o que a pessoa trabalha, do que gosta, as viagens que fez, quem sĂŁo seus amigos, sua famĂ­lia, etc.

Assim, o acesso råpido, fåcil e anÎnimo à informação converteu todos nós em stalkers.


Mas, o que Ă© um stalker?

A palavra stalker vem do inglĂȘs stalking: “forma de assĂ©dio que significa perseguir o outro onde quer que ele vĂĄ para estabelecer algum tipo de contato ou relação”.

Por pouco tempo, ou muito, todos nós jå demos uma olhada no perfil de alguém ou demos um Google no nome de uma pessoa para ver o que aparece.



Ter curiosidade de saber um pouco mais sobre uma pessoa é algo normal. E também publicamos sobre nós mesmos nas redes sociais, diariamente. Ou seja, todos estamos suscetíveis a dar ou receber aquela espiadinha.

No entanto, embora seja algo natural, devemos tomar um pouco de cuidado com esse hĂĄbito. Muitas vezes, o que começa como uma curiosidade pode virar uma obsessĂŁo e um vĂ­cio. O problema começa quando a pessoa passa a acreditar em tudo o que vĂȘ nas redes sociais e deixa de viver a vida real para viver a vida virtual do outro.


Algumas açÔes que fazemos nos ajudam a perceber se estamos passando os limites saudåveis do uso das redes sociais. Vamos ver algumas delas?

1. Deixar de lado compromissos ou tarefas importantes para ficar olhando o que a outra pessoa estĂĄ fazendo nas redes sociais;

2. Passar muito tempo do dia espiando a vida da outra pessoa, supervisionando tudo o que pode estar acontecendo, além de ver quem a pessoa começou a seguir, quem curtiu, quem comentou, etc.;

3. Sentir ansiedade quando nĂŁo estĂĄ online nas redes sociais, deixando de lado a vida real.

4. Praticar repetidas vezes a mesma ação, como entrar vårias vezes nas redes sociais da outra pessoa, sentindo uma grande decepção quando não encontra nenhuma atualização.

5. Dificuldade para concentrar-se em outras tarefas, como por exemplo, se concentrar no trabalho e ser produtivo. Muitas vezes, o tempo que deveria estar trabalhando Ă© gasto nas redes sociais.

6. Olhar o perfil de gente desconhecida e ir procurando coisas e ligaçÔes que a pessoa mesmo criou em sua cabeça que existem.



E, quais as principais consequĂȘncias de ser um stalker?

Stalkear a vida das outras pessoas nas redes sociais pode ter muitas consequĂȘncias negativas. Normalmente o stalker se afasta dos amigos, deixa de ter momentos em famĂ­lia e apresenta uma queda no rendimento no trabalho ou nos estudos. A pessoa que passa horas espionando a vida dos outros na internet tambĂ©m tem a sua saĂșde mental afetada porque esse hĂĄbito costuma se converter em um vĂ­cio.

Então, uma vez que a pessoa compreende a gravidade da situação, é fundamental procurar acompanhamento psicológico. Dessa forma, o profissional conseguirå achar a origem dos problemas e atuarå de forma a dar total suporte quanto aos traumas adquiridos, ajudando com o entendimento dos motivos desse comportamento e trabalhando numa construção positiva. Sendo assim, o stalker conseguirå superar essas questÔes, evitando que a situação seja agravada.

O trabalho psicolĂłgico Ă© muito importante, pois os perseguidores podem apresentar quadros de depressĂŁo, estresse traumĂĄtico, sĂ­ndromes, etc., os quais repercutem diretamente em sua vida social, familiar, amorosa e profissional.

 
 
 
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