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Conheça Mais Sobre o Câncer Colorretal


No próximo dia 27 é o Dia Nacional do Combate ao Câncer de Intestino. Enfatizando a importância dessa causa, foi criado, segundo o Jornal Correio do Norte, a campanha Março Azul Marinho, em uma parceria do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal.


Para que fosse possível entender melhor sobre o tema, contamos com a ajuda da Coloproctologista, Dra. Angela Abdalla. Angela é formada e tem residência médica na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Especialista no assunto, a médica afirma que o câncer colorretal é o terceiro câncer mais frequente em homens (sendo o primeiro de próstata e o segundo de pulmão) e o segundo mais frequente em mulher (ficando atrás apenas do câncer de mama). A estimativa de novos casos, segundo o INCA, é de 40.990, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres.


O estabelecimento do câncer colorretal é relativamente lento. Então, trata-se de um câncer que, se diagnosticado precocemente, tem uma possibilidade maior de sucesso no tratamento. Ele tanto pode se instalar diretamente com células cancerígenas desde o início, como pode se desenvolver a partir de lesões pré cancerosas (como os pólipos, que normalmente pode-se diagnosticar em colonoscopia de rotina, e as doenças inflamatórias intestinais), explica Dra. Angela.


Segundo a Coloproctologista, o principal sintoma que deve levar o paciente a procurar um médico é a mudança do hábito intestinal, quando uma pessoa que antes tinha o hábito intestinal normal, evacuando corretamente e diariamente, passa a ter diarreia ou constipação. Existem também sintomas secundários, isso quando a doença já está mais avançada, como a presença de sangue nas fezes; sensação incompleta de evacuação; dor no abdômen; perda de peso; perda de apetite e cansaço (pois essa perda pequena de sangue nas fezes pode causar anemia), completa a médica. Porém, o INCA alerta que esses sintomas também estão presentes em problemas como hemorroidas, verminose, úlcera gástrica, entre outros, e devem ser investigados para seu diagnóstico correto e tratamento específico, por isso a importância de serem analisados por um médico.


O tratamento do câncer colorretal é múltiplo, podendo ser uma simples retirada da lesão pela colonoscopia ou a realização de uma cirurgia convencional. Também pode vir a precisar de complementação de radioterapia ou de quimioterapia. Tudo isso é individualizado caso a caso e indicado pelo médico, afirma Angela. Segundo o INCA, o tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.


Sobre os meios de prevenção, a médica diz que as pessoas devem manter um hábito de vida saudável, evitando os fatores de risco, como o fumo, a obesidade, o álcool, o sedentarismo e ter uma dieta saudável, alimentando-se com fibras, frutas, verduras e evitando excesso de alimentos processados. Há também a opção do rastreamento, que é indicado para pessoas maiores de 50 anos, ou partir dos 35/40 anos, quando há parentes de primeiro grau com a doença.

Os exames para detectar este tipo de câncer podem ser um exame simples de fezes, para identificar sangue oculto, e caso identificado, pode levar o médico a solicitar uma colonoscopia, sendo este o principal exame para a detecção, pois com ele é possível visualizar todo o intestino grosso, através do exame endoscópico, explica Dra. Angela. O INCA também diz que o diagnóstico requer biópsia, e a retirada dessa amostra é realizada no exame de colonoscopia.


Para falar mais sobre esse assunto foi estabelecido o movimento Março Azul Marinho que, segundo o Jornal Correio do Norte é uma oportunidade para educar mais a população sobre a doença e aprender como se prevenir. Essa campanha busca informar as pessoas sobre o câncer colorretal através da conscientização. Questionada sobre o que acha dessa campanha, a médica diz: “Campanhas de prevenção sempre são muito importantes, como o Março Azul Marinho, mas também há a necessidade de que em paralelo a campanha, o paciente possa ter acesso as medidas de prevenção, aos exames e ao médico. Então, esse seria o retorno ideal, pois só fazer campanha e não fornecer acesso a população aos métodos de diagnósticos e tratamento, eu não enxergo como um resultado prático. A campanha é importante sim, mas o paciente, quando procura o médico, precisa ter acesso rápido tanto ao exame quanto ao tratamento”.

Este tipo de câncer, como dito antes, possui grandes chances de cura, se diagnosticado precocemente. Então, se você está com estes sintomas ou conhece alguém que passa por isso, procure um médico.


Priorize sua saúde e cuide de você!


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