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Tudo sobre a EPILEPSIA

A epilepsia é uma condição médica em que por um determinado período de tempo, há um mau funcionamento do cérebro, causado pela emissão incorreta de sinais, descargas ou impulsos elétricos emitidos pelos neurônios. Segundo o Ministério da Saúde, essa condição é reversível e, após alguns períodos, a pessoa volta ao seu estado normal.


A epilepsia acomete mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).


De acordo com a neurologista dra. Marina Tuma (CRM 9737 PA - RQE 4092): “as causas são variáveis e incluem alterações na gestação e durante o parto, síndromes genéticas, acidente vascular cerebral (AVC), traumatismos cranioencefálicos, infecções, tumores no cérebro, abuso de bebidas alcoólicas e uso de drogas”.


Dra. Marina ainda aponta que existem dois tipos de epilepsia: a epilepsia parcial e a total. Na epilepsia parcial, essa emissão incorreta de sinais fica limitada a apenas uma parte do cérebro, enquanto a epilepsia total afeta todo ele.


Os sintomas mais comuns são perda de consciência, espasmos e contrações musculares em todo o corpo, salivação excessiva, mordedura da língua, liberação de esfíncteres urinário ou fecal, e vômitos após a crise. “A convulsão é o tipo de crise mais conhecida, o paciente perde a consciência, cai no chão e sofre abalos fortes nos quatros membros. Existem crises mais fracas, a exemplo de sustos ou episódios em que a pessoa fica fora do ar, a chamada crise de focal", explica a especialista.


O Ministério da Saúde ressalta que a epilepsia costuma surgir ainda na infância, mas pode acometer pessoas de todas as faixas etárias, inclusive bebês e idosos. O diagnóstico é realizado por um neurologista após a avaliação do histórico clínico e da descrição dos sintomas apresentados por uma pessoa que presenciou a crise do paciente.

O tratamento das epilepsias é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais. Acredita-se que pelo menos 25% dos pacientes com epilepsia no Brasil são portadores em estágios mais graves, ou seja, com necessidade do uso de medicamentos por toda a vida. No Brasil já existem centros de tratamento cirúrgico aprovados pelo Ministério da Saúde.

Cerca de 70% dos pacientes ficam sem crises com o tratamento medicamentoso. “Os medicamentos antiepilépticos reduzem a excitabilidade do tecido cerebral doente.”, informou dra. Marina.


O Ministério da Saúde também aponta sobre como devemos proceder durante as crises:

1. coloque a pessoa deitada de costas, em lugar confortável, retirando de perto objetos com que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios, óculos;

2. introduza um pedaço de pano ou um lenço entre os dentes para evitar mordidas na língua;

3. levante o queixo para facilitar a passagem de ar;

4. afrouxe as roupas;

5. caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;

6. quando a crise passar, deixe a pessoa descansar;

7. verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão;

8. nunca segure a pessoa (deixe-a debater-se);

9. não dê tapas;

10. não jogue água sobre ela.


Mais de 95% das crises convulsivas ocorrem entre dois e três minutos. Caso a crise dure muito tempo, for seguida por outras ou caso a pessoa não recupere a consciência, deve-se chamar o 192.

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